Fichamento: texto "Teoria do Não-Objeto" de Ferreira Gullar
Na Teoria do Não-Objeto, Ferreira Gullar explica que esse conceito não se refere a um objeto negativo ou oposto ao objeto comum, mas a algo especial: o resumo de experiências sensoriais e mentais. O não-objeto não é representação, e sim apresentação — uma forma que aringa a percepção sem intermediações. Diferente do objeto cotidiano, que está preso ao uso e ao nome, ele é inteiro, transparente e se coloca de forma física para representar sua ideia. A arte, nesse ponto, rompe com o esperado, abandonando a representação tradicional para se realizar no espaço real.
O autor mostra como, ao longo da história da arte, a pintura e a escultura caminharam para essa transformação. Do impressionismo ao cubismo, o objeto representado foi sendo reduzido até desaparecer. Assim, a obra deixa de ser metáfora ou ilusão e passa a existir como presença concreta. O não-objeto, portanto, é a realização dessa busca: ele não se limita a conceitos artísticos e só se completa na experiência do espectador, que deixa de ser passivo para participar ativamente da obra.
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